Editorial

Neste espaço, já criticamos o caráter de corrida de hipódromo assumido por alguns governantes como parâmetro para o sucesso da campanha de imunização contra a Covid-19. A opção por largar na frente, abrindo novas faixas etárias, desconsidera peculiaridades locais e alimenta um processo que serve muito mais a interesses eleitorais do que à saúde da população.

Contudo, antes do uso pelo marketing político,

é preciso avaliar a evolução da vacinação para reflexões sobre erros e acertos da estratégia, mirando sempre a fluidez do serviço. Ontem, levantamento feito pelo POPULAR coloca Goiânia como uma das três capitais mais atrasadas em relação à vacinação por faixa etária no País. Com público alvo a partir dos 44 anos de idade, a capital goiana só supera Belo Horizonte e está na mesma faixa que Palmas.

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia alerta para a abertura de novas faixas etárias, sem que as capitais estejam preparadas para a demanda. Mas em Goiânia, o processo não está mais simples. Cabe, porém, destacar a iniciativa de abrir um site para agendamento, em resposta às instabilidades do aplicativo.

Porque, ao cidadão, vale mais a vacina no braço. E isso se dá com estoque de doses, organização e respeito integral.

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