Editorial

O enfrentamento da pandemia no Brasil sofre solavancos muito diretamente ligados aos fatos que a CPI da Covid, em curso no Senado, tenta apurar. Ontem, por exemplo, pelo menos cinco capitais brasileiras suspenderam a aplicação da primeira dose de vacinas contra o novo coronavírus devido à falta de imunizantes para seguir o cronograma.

Além de São Paulo, que anunciou na segunda-feira a suspensão, João Pessoa, Aracaju, Florianópolis e Campo Grande também seguem apenas com a segunda dose até a chegada de novos lotes. São dados que, embora possam ser contornados num curto espaço de tempo, desautorizam as projeções eivadas de conotação política, feita por autoridades imersas numa corrida que se dá sem base concreta.

É a venda da ilusão por meio de calendários de imunização num momento de absoluto desconsolo da população.

Por essa razão, é fundamental que os homens públicos se guiem menos de olho em 2022, indicando horizontes que servem mais ao próprio ego do que o direito do cidadão em ser corretamente informado. Até porque já ficou claro que, sem a vacinação, não há qualquer retomada consistente possível: seja da vida privada, seja na economia.

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