Editorial

Em Goiás, o fenômeno ainda não se espraiou com a contundência verificada em outras cidades, talvez por isso seja importante firmar consciência desde já. A tentativa de escolher vacinas por parte da população é uma expressão de egoísmo mesquinho. Em São Paulo, por exemplo, profissionais de saúde dizem ser recorrente flagrar pessoas saindo da fila quando as vacinas aplicadas não são da Pfizer ou da Janssen.

O comportamento se disseminou a tal ponto que os postos não divulgam qual vacina estão aplicando.

Cientistas são unânimes em dizer que aqueles que escolhem vacina estão colocando a si próprios em risco e, tanto pior, todo o cronograma de vacinação determinado. Além desse narcisismo pouco republicano, não faltam evidências mostrando a necessidade de se imunizar o maior número de pessoas possível. No estudo em Serrana (SP), o controle da pandemia foi feito só depois que 75% da população recebeu a segunda dose da CoronaVac. Ou seja: para controlar a pandemia é preciso que muitas pessoas se vacinem.

É hora, pois, depois de 16 meses de sofrimento, de começarmos a entender que não há saída individual para a crise sanitária.

Todo gesto pessoal precisa mirar o coletivo.

Escolha seu assunto favorito.
E-mail registrado com sucesso!
A partir de agora você receberá seus assuntos preferidos por e-mail.

Navegue pelo assunto:

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.

Comentários