Editorial

Na manhã do dia 7 de abril, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) vaticinou um futuro que hoje chegou, sem qualquer dom sensitivo. Basta, como aliás qualquer medida epidemiológica, observar o que os números sinalizam. Naquele Dia Mundial da Saúde, data estabelecida pela OMS para enaltecer a saúde pública em diferentes países no mundo, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, disse: “Podemos ter falta de vacina nos próximos dias devido à falta de planejamento do governo federal”.

Em que pese a esquiva das responsabilidades no plano político, o fato é que os dados da vacinação ainda são baixos diante do aumento expressivo de internações por Covid-19. Ontem, em Goiânia, a ocupação dos leitos de UTI chegava a 95%, numa situação que muitos especialistas já interpretam como a terceira onda. Anápolis e Aparecida suspenderam a vacinação. A capital trabalha com estoques residuais.

Os duros recados da realidade não parecem reverberar nos ouvidos de quem decide. Pelo contrário, a tendência é de relaxamento das medidas de contenção. Tudo indica que 15 meses de sofrimento é tempo insuficiente para assimilarmos as lições de vida ou morte.

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