Editorial

As adversidades brutais trazidas pela pandemia criaram uma espécie de laboratório para nova lógica nas cidades. A paralisação das atividades econômicas em 2020, por exemplo, evidenciou a queda nos níveis de poluição atmosférica, em razão do recolhimento forçado das frotas de carros. Esse fato chamou a atenção das autoridades sobre a importância de uma mudança na matriz energética dos transportes. Governos aproveitam para direcionar esforços a ações mais sustentáveis. Daí veio o boom da bike.

A própria OMS indicou a bicicleta como veículo seguro para o ir e vir. Algumas metrópoles, como Bogotá, ampliaram a rede cicloviária. Houve também outros estímulos para o uso da bicicleta, como a concessão de vouchers para compras ou conserto dos veículos, como aconteceu no Reino Unido. Outras reduziram vias destinadas aos carros e aumentaram os espaços para pedestres e ciclistas.

O contexto torna ainda mais estranha a inércia diante de recursos já liberados pela Caixa para “implantação, revitalização e reconstrução de ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas” na capital. Os R$ 238.856 já estão empenhados, mas não foram utilizados pela administração atual. Trata-se, pois, de um descompasso com uma tendência mundial.

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