Editorial

Chegou ao fim a mobilização policial atrás de Lázaro Barbosa nesta segunda-feira (28), cuja perseguição foi acompanhada com notável interesse pelas razões peculiares em que se desenrolou. Inclusive o anedotário nacional fartamente propagado na forma de memes pelas redes sociais apropriou- se da figura do fugitivo, dando um caráter meio lúdico a um criminoso absolutamente cruel.

Mas as condições que fizeram essa história captar atenções começam a se desfazer. Isso porque cai a ideia do exímio conhecedor de um terreno hostil, capaz de sobreviver na mata enquanto escapa de dezenas de policiais fortemente armados e com apoio aéreo. Ganha corpo, por diversos elementos noticiados nessa edição, a rede de apoio em sua fuga. Dessa situação, surgem muitos questionamentos, que, roga-se, comecem a ser explicados.

Como todo assunto que toma proporções nacionais no Brasil de 2021, o caso Lázaro virou ideologia. Em momentos assim, de ebulição popular, qualquer chamamento à análise racional soa inútil.

É fundamental, porém, que se compreendam as relações das atividades criminosas de Lázaro e por que havia pessoas interessadas em apoiá-lo. São questões que não se enfrentam com ideologia, mas de posse da boa técnica policial.

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