Editorial

Sob a coordenação do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), cerca de 40 especialistas em educação se reuniram por dois dias nesta semana para avaliar o andamento de projetos concebidos para assegurar equidade racial na educação básica. A boa notícia é que, apesar da pandemia, há avanços.

Segundo a diretora do CEERT, Cida Bento, dos profissionais à frente do processo, 66% são mulheres negras, cujos projetos foram acolhidos num universo de 605 ideias propostas. Ressalta-se a diversidade de abordagens das iniciativas em curso nas cinco regiões do Brasil, envolvendo ações como construção de acervo antirracista nas escolas e currículos. Isso dentro da premissa que o patrimônio cultural de afro-brasileiros e indígenas deve ser acessível a todas as crianças, porque deixa a escola mais acolhedora, gerando condições para bom desempenho e encolhimento da evasão.

Reportagem nesta edição mostra que a política de cotas ainda enfrenta obstáculos, a despeito dos inegáveis avanços e da mudança para melhor na paisagem das universidades federais. Muitas são as reflexões que se fazem urgentes.

Porque só um processo historicamente construído poderá resultar enfim numa sociedade igualitária.

Escolha seu assunto favorito.
E-mail registrado com sucesso!
A partir de agora você receberá seus assuntos preferidos por e-mail.

Navegue pelo assunto:

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do jornal e são de total responsabilidade de seus autores.

Comentários