Editorial

A matemática sempre oferece elementos consistentes para contrapor delírios de ordem ideológica, tão em voga desde o sucesso eleitoral obtido a partir deles. Reportagem nesta superedição de fim de semana indica que o porcentual de internações de pessoas na faixa de 60 a 69 anos caiu de 22% para 10% de janeiro para cá. O mesmo fenômeno já havia sido verificado junto à população na faixa de 70 e 80 anos, o que é um sinal inequívoco da eficácia do processo de vacinação.

A isso soma-se a tendência otimista com o avanço da vacinação entre quem tem 40 e 50 anos, pelo menos com primeira dose, visto que é uma faixa que tem muita atividade social. Os ventos são refrescantes, nesse aspecto.

Em nível nacional, outro dado que aponta para benefícios coletivos da vacinação é a taxa de transmissão no País. Na última semana de junho, atingiu o menor nível em 40 dias. Segundo o Imperial College de Londres, que divulga o índice semanalmente, a taxa brasileira é de 0,98, contra 1,13 do levantamento anterior. Dados abaixo de 1, cabe destacar, indicam efetivamente uma retração da pandemia.

Por tudo isso, é sempre importante lembrar a quem serviu contestar a vacinação ao longo de 2020. E quantas vidas essa hesitação custou.

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