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(Foto: Divulgação/UniAraguaia)
Tarek Chaher Kalaoun (Foto: Divulgação/UniAraguaia)

Quando faço a seguinte pergunta para os meus alunos: “Quem foi Isaac Newton?”, a resposta, na maioria das vezes, é esmagadora – “Físico, o rapaz da maçã que rachou a cabeça dele”. A história conhecida por nós quando se fala desse filósofo natural é exatamente essa. Desde o ensino médio, nós estamos acostumados com o Newton como o homem da maçã e que elaborou três leis que hoje têm o seu nome. Mas a história foi essa? Foi realmente que uma maçã caiu na sua cabeça e teve a ideia da força gravitacional. A questão é: Porque maçã?

Nasce Isaac Newton, prematuro, no dia do Natal de 1642, ano que Galileu Galilei morreu, em Woolsthorpe, em Lincolnshire, leste da Inglaterra, Reino Unido. O pai, um fazendeiro, morreu três meses antes do seu nascimento. Com 3 anos de idade, a sua mãe, Hannah, se casa novamente com um clérigo rico, Barnabas Smith. O padrasto exigiu da mãe que o deixasse com os avós, e assim a fez, traumatizando-o para o resto da vida. Os anos se passam e, com uma certa dificuldade psicológica, ingressa em Cambridge, com 18 anos de idade, em 1661. Em 1665, bacharelou em Artes, título concedido automaticamente depois de quatro anos de universidade. Com esse título, teria o direito de passar mais quatro anos vivendo no Trinity College, prosseguindo em qualquer área de conhecimento que desejasse estudar – lembrando que Newton já tinha feito algumas descobertas antes de se formar. 

Uma terrível epidemia devasta a Inglaterra em 1665, atingindo toda a população da capital inglesa e se espalhando além da capital. Com o fechamento de Cambridge, Newton volta para Lincolnshire e, na fazenda da mãe, continuou suas pesquisas, lendo tudo que conseguia. “Sentado embaixo de uma macieira, a maçã cai na sua cabeça e OBA! É a gravidade! É a gravidade!”.

Essa é a história que nós conhecemos. Porém, o fato não foi bem assim. Relacionar a ideia de um objeto ser afetado por outro sem estarem conectados era estranho para o mundo dos pensadores. Porém, para Newton, aumentava a evidência de uma força que fazia isso, a força que mantém os planetas em suas trajetórias. Essa atração estranha entre os objetos, invisível ao olho nu, hoje é conhecida como Força Gravitacional, e demorou aproximadamente 20 anos para ser elaborada. 

Mas porque maçã? Vamos supor que, se o Isaac Newton tivesse nascido em Goiás, qual é a fruta que iria cair na cabeça dele? Provavelmente um pequi, uma manga ou até mesmo uma jaca.

Primeiro, por ter macieiras na sua fazenda; segundo, é a fruta mais popular e mais apreciadas dos ingleses; e terceiro, a mais importante, a maçã de Adão e Eva, a fruta proibida do paraíso, pelo fato de ele ter tido profundo interesse pelas questões religiosas através dos livros deixados pelo seu reverendo padrasto. Sir Isaac Newton morreu no dia 20 de março de 1727 após enfermidades.

Tarek Chaher Kalaoun, Graduado em licenciatura em Física pela UCG e mestre em Ciências da religião pela PUC-GO.  Professor de Física e Cálculo no Centro Universitário UniAraguaia.

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