O presidente do Milan, Silvio Berlusconi, afirmou neste sábado que Adriano Galliani não vai deixar o posto de homem-forte do futebol da equipe italiana e irá dividir funções com a filha do ex-premiê, Barbara Berlusconi. Na sexta, Galliani havia revelado que pediria demissão após o fim da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Foram quatro horas de reuniões neste sábado entre Berlusconi e Galliani, que trabalha como diretor de futebol e vice-presidente do clube. Ao fim do encontro, o ex-premiê emitiu nota informando que Galliani segue cuidando do futebol do Milan enquanto sua filha Barbara, ex-namorada de Alexandre Pato, responderá pelas áreas não ligadas ao esporte.

"Da minha parte, eu prometi estar mais perto do clube e da equipe", disse Silvio Berlusconi, que tem em Galliani seu braço direito há 27 anos comandando o Milan. A Gazzetta Dello Sport falou em seguida com o vice-presidente e ele mostrou subordinação: "As palavras do presidente são sagradas há 34 anos e não se comentam".

Na sexta, porém, o discurso era outro. "Com ou sem acordo de rescisão, vou me demitir por justa causa daqui a alguns dias. Só vou esperar o jogo contra o Ajax", explicou Galliani, citando a partida que vai definir a vida do Milan na Liga dos Campeões, dia 11 (uma quarta-feira), no San Siro. Na sequência a equipe joga contra Roma e Inter de Milão pelo Italiano.

À agência de notícias italiana Ansa, Galliani reclamou ter sofrido "um duro golpe à reputação" ao ser criticado publicamente por Barbara. "Mas meu carinho pelo presidente Berlusconi permanece inalterável", disse. O dirigente revelou na ocasião que já havia comunicado sua decisão a Bruno Ermolli, CEO do Milan, porque não queria incomodar Silvio Berlusconi. "Concordo com a mudança de gerações, mas quando feito com elegância, não deste jeito", apontou.