Lucas Dourado

Como existe muita gente optando por não ter filhos, apenas animais de estimação, o mercado de pet friendly tende a crescer na mesma proporção da expansão dos pet shops. “Hoje, as pessoas já estão incluindo seus animais até nos planejamentos de viagem”, destaca a analista do Sebrae, Cinely de Oliveira Carlotto. Por isso, ela adverte que a empresa que não estiver atenta a esta tendência pode perder mercado, pois os bichinhos de estimação estão cada vez mais incluídos na rotina das famílias. “Algumas pessoas aproveitam o passeio matinal com o cachorro para passar na padaria e otimizar o tempo. Se o estabelecimento não tem um espaço destinado aos animais, pode perder um cliente”, adverte. Cinely lembra que esta é uma tendência crescente no ramo de hotelaria, que levou estabelecimentos a oferecerem acomodações para os animais. O mais importante, de acordo com ela, é que as empresas estabeleçam regras para higiene e segurança dos próprios animais e dos demais frequentadores. Uma das regras é a da Vigilância Sanitária, que impede que os animais entrem em áreas de manipulação de alimentos, por exemplo. “O bom senso deve estar em empresas e donos”, alerta a analista. Pelo menos uma vez por semana, o adestrador de cães Fausto Moraes leva seu cão Cerderus a programas de lazer junto com ele, o que inclui cervejarias e lanchonetes. Ele garante que dá preferência a estabelecimentos que recebem o bichinho. “Por isso, acredito que o número de empresas que aceitam animais vai crescer muito mais”, prevê.

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