Fabiana Pulcineli

A tabela de limite de gastos para a campanha deste ano, imposta pela minirreforma eleitoral aprovada no ano passado e divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dia 14, aponta uma série de distorções, como teto proporcional ao número de eleitores bem maior em Cristalina do que em Anápolis, Aparecida de Goiânia ou na própria capital, conforme mostrou o Giro.

Outro dado curioso: os candidatos a vereador de Piracanjuba, que tem 19,4 mil eleitores, poderão gastar até R$ 9,46 milhões. O teto é mais de duas vezes maior do que aquele estabelecido aos candidatos a prefeito de Goiânia - de R$ 4,24 milhões. A capital tem 850.634 eleitores. O limite também representa 47 vezes mais do que poderão gastar os candidatos a prefeito da própria cidade - R$ 199,6 mil. 

Ocorre que agora o teto máximo das despesas de candidatos é definido com base nos maiores gastos declarados nas eleições de 2012. Com a doação de empresas proibida, o limite será de 70% da despesa declarada no primeiro turno das eleições anteriores.

Em Piracanjuba, uma candidata a vereador que teve apenas 120 votos e não foi eleita - Ana Paula Pereira Martins (PMDB) - declarou gastos de R$ 13.526.044,30 na disputa. A maior parte do valor - R$ 13.520.163,50 - foi declarada como doação de Naudiomar Elias (PMDB), ex-prefeito, que era candidato novamente ao Executivo naquela ocasião. Certamente houve um erro na declaração, mas não foi registrada retificação na Justiça Eleitoral. Fica valendo, portanto, o registro oficial.

O blog não conseguiu contato com a ex-candidata.

Os limites por município estão no site do TSE

 

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